Hinos cristãos
Hino 635 Vamos contemplar a vide Letra da música
1 Vamos contemplar a vide,
Sua vida aprender:
Cresce em meio a sofrimentos,
Que a fazem padecer;
Nao e como tantas flores,
Que nao tem limitaçao,
Que, selvagens, sempre crescem
Sem nenhuma restriçao.
2 Mas as flores da videira
Nao tem gloria, ostentaçao;
Mesmo com certa aparencia,
Raramente vistas sao.
Certo dia, ja floridas,
Frutos tornam-se tambem;
Nunca ostentam, as corolas,
Luxo ou primor, porem.
3 Amarrada a um esteio,
Livre ja nao crescera;
Quando estende a ramagem,
À treliça se atara.
Em terreno pedregoso,
Dele tira seu suprir;
Nunca escolhe seu caminho
Nem de apuros vai fugir.
4 Oh, quao belo e seu verde,
Que na primavera ha;
É da vida a energia
Que o crescimento da.
‘Te ser cheia de raminhos
Que se torcem ca e la,
Sob o ceu azul se estendem,
Provam docemente o ar.
5 Mas o mestre da videira
Sem clemencia logo vem,
Despe com tesoura ou faca
A roupagem que ela tem.
Nao se importa se e tenra,
Golpes da com precisao;
E os ramos excessivos,
Ja na vide nao estao.
6 Nessa hora de ruina,
Ousa ter de si pesar?
Antes, ao que assim a fere,
Totalmente, pois, se da.
E a mao que despe os ramos,
Tira seu primor sem par,
Para que nao gaste a vida
E, sim, para frutos dar.
7 Cada broto mutilado,
Antes tenro, endureceu;
Cada ramo ai deixado
Muitos cachos forneceu.
Entao sob o sol ardente,
Cada folha seca e cai,
E os frutos, ‘te a ceifa,
Madurecem mais e mais.
8 Galhos curvam-se de frutos
Que os fazem descender;
É o labor do crescimento
Mediante seu sofrer.
Com os frutos ja maduros,
Consolada a vide esta?
Nao; a messe se aproxima,
Tal consolo fugira.
9 Maos apanham, pes esmagam
A riqueza que ela deu;
‘Te que do lagar provenha
O fluir do vinho seu.
Dia a dia, flui continuo,
Rubro, puro ao paladar;
Jorra livre, doce, rico,
Para a todos alegrar.
10 No aspecto, a videira,
Nua, pobre, so, ali,
Tendo entregado tudo,
Em silencio vai dormir.
Quem ira recompensa-la
Pelo vinho que proveu?
Antes, mais podada ainda,
Se reduz ao tronco seu.
11 O seu vinho no inverno
É mui doce, traz calor
Aos que tremem, passam frio,
Sao premidos pela dor.
Mas la fora, so, a vide
Entre neve e gelo esta;
Firme, seu quinhao suporta,
É dificil decifrar.
12 Foi-se o frio, vai a vide
Novamente produzir;
Com renovos ja brotando,
Verde volta a vestir.
Nao murmura, nao reclama
Do abuso invernal,
Nem reduz a sua oferta
Por sofrer tamanho mal.
13 Respirando o ar celeste,
Alto os braços vai alçar;
Impurezas desta terra
Nao a vao contaminar.
Com sorriso logo enfrenta
Nova poda do amor,
Como se jamais sofrera
Perda, restriçao ou dor.
14 Flui dos ramos da videira
Seiva, sangue, vinho seu;
Ficara mais fraca ou pobre
Com as perdas que sofreu?
Bebedores, andarilhos,
Seu prazer da vide vem;
Mas vao acordar mais ricos
Pelo gozo que eles tem?
15 Nao por lucro, mas por perda
É medida a vida aqui;
Nao por vinho que bebemos,
Pelo que vertemos, sim.
Pois nos nossos sacrificios
Firma-se o poder do amor;
Compartilha mais com outros
Quem sofreu lesao maior.
16 Quem consigo e mais severo,
Pode mais a Deus ganhar;
Quem se fere e paga o preço,
Pode outros confortar.
Quem dos sofrimentos foge
É qual “bronze a soar”;
Quem nao poupa a propria vida,
Tem o gozo que e sem par.